
"… Por vezes gostaríamos que as palavras tivessem a leveza das imagens.
Que pousassem sobre as coisas com o silêncio de uma pena.
A fotografia guarda em si o lado aéreo do clic …"
Jean Clair in Europeus – Henri Cartier - Bresson
Francesca transcorre pela linha que cruza de uma realidade a outra. Nas suas fotos, as linhas estão sempre se encontrando, fabricando dobras, redobras, criando um aberto de possibilidades com a força de uma máquina desejante, que da sua intensidade-corpo, passa para uma máquina-desejo, que, no seu funcionamento, engendrada uma corrente de fluxos, cortes, vultos, peles. Nas suas imagens, há sempre uma pulsação de intensidades operando no seio de um acontecimento: série binária é não linear vazando por todas as direções. O desejo não cessa de efetuar acoplamentos de fluxos, pensamentos, volúpia, sobra, pele. O corpo de Francesca parece amarrado ao seu limite, mas dele escorre uma leveza indescritível. A sua imagem revela-se como uma quase epifania, mas nunca da ordem de um sagrado. Sua imagem atravessa a fotografia como o Monge Negro rasga a retina do jovem Kovrin, conduzindo-o ao seu limite, mas a atração também. Kovrim é atraído a ir, e vai atravessando todos os riscos que implicam esse ir: Kovrin reteve a respiração, seu coração parou de bater e o mágico, extático transporte que há muito tempo esquecera, voltou a palpitar em seu coração. O susto é inevitável. Assim foi Francesca na sua experiência com a fotografia, mas sobretudo, na sua viagem à superfície do corpo. Lembremos Valery: o mais profundo é a pele. Essa foi a sua viagem, ao profundo da superfície, às entranhas da derme. Assim vamos nós ao encontro das suas imagens, numa experiência da sensação e do ver. O susto arderá através das retinas.
Francesca Woodman nasceu em Devem, Colorado, em 1958. Começou a fotografar aos 13 anos. Seu foco de experiências era o próprio corpo. Em Janeiro de 1981 publica o livro “Disordered Interior Geometries”. Uma sema depois, atravessa a janela do seu apartamento.
Eugénio de Andrade
Virgem é um signo do elemento Terra e tem como regente o planeta Mercúrio. Os signos de Terra têm a ver com o lado prático, concreto e objetivo da vida.
Virgem é o signo do aperfeiçoamento. Tem um caráter reservado, observador, racional, analítico, minucioso, detalhista e crítico. Não gosta muito de ser criticado. Precisa sentir-se aceito e integrado mas não aceita pressão. Não é muito de demonstrar sentimentos. Gosta de saber como as coisas funcionam, fazer bem feito e porisso não perde a oportunidade de sempre aprender algo mais daquilo que lhe interessa. Fica impaciente para ver funcionando algo em que esteja trabalhando. Sente a necessidade de uma certa ordem mas não necessariamente uma ordem convencional mas a sua ordem. Tem forte ligação com a natureza podendo gostar de plantas e animais. Muito paciente com algumas atividades repetitivas e minuciosas consideradas impraticáveis para outras pessoas. Tem espírito de servir ao mundo numa grande causa. Preocupação com a saúde e dietas.
Sagitário é um signo do elemento Fogo e tem como regente o planeta Júpiter. Os signos de Fogo têm a ver com a liberdade, a ação e o movimento.
Sagitário não se contenta com pouco nem com o comum. Num aspecto positivo, é generoso e idealista. Pode gostar de coisas sofisticadas e grandiosas. Muitas vezes, podem considerá-lo exibicionista mas esse é o seu jeito. Tem um lado humorado que o leva a fazer brincadeiras até de seus próprios dramas. Geralmente, acha que sabe tudo e mesmo que não saiba, pode convencer os menos atentos pois a teoria é o seu forte. Mas deve prestar atenção à inflexibilidade. Tem um jeito distraído, pois não presta atenção a detalhes que considera dispensáveis. É franco, direto e muitas vezes pode magoar. Pode ser desastrado nos gestos e nas palavras. Valoriza mais o prazer da busca do que o da realização do objetivo. Gosta de viajar na realidade ou na ficção, pois precisa conhecer outros mundos. Mesmo que não pratique alguma religião, tem uma ligação com o divino.