segunda-feira, 28 de maio de 2012


"As coisas pelas quais você se apaixona, ou que irritam e comovem você são parte da sua visão única. É sobre o que você — um ser único entre bilhões — acha belo, feio, certo, errado ou harmonioso neste mundo.
A visão pode ser esquiva. Podemos nem sempre ter uma reação consciente imediata do mundo ao nosso redor, podemos não compreender nossos sentimentos em relação à história diante de nós. É nessas horas que a câmera se torna mais que um meio para registrar nossa visão; ela se torna um meio para ajudar a esclarecê-la. O ato de olhar através do visor, de excluir outros ângulos e elementos ou de trazer caos à ordem, pode trazer sua visão a tona.
A visão em si, como nossa visão ocular, pode ser negligenciada e permitir que se degenere; ou pode ser afiada, aperfeiçoada com mais clareza. Trata-se de uma relação simbiótica — não com a tecnologia da câmera, mas com o enquadramento, o qual apesar de todas as mudanças tecnológicas pela qual a fotografia passou, permanece constante. Nossa visão geralmente cresce para acompanhar nossa habilidade. Na medida em que ganhamos novas ferramentas e habilidades com as quais melhor expressamos nossa visão — de forma mais profunda e completa — nossa visão também encontra mais espaço para crescer de forma mais profunda e completa. Quanto mais nos engajamos com o mundo e examinamos nossos próprios pensamentos e sentimentos sobre ele, mais clara se torna a nossa visão.
Quanto mais clara nossa visão se torna, mais capazes somos de encontrar meios de expressá-la por meio da escolha de lentes, exposição, composição ou salas escuras digitais."



 David duChemin, em A foto em foco, uma jornada na visão fotográfica.

citação encontrada no site:  http://atelliefotografia.com.br/

domingo, 6 de maio de 2012

Programa Roda Viva com o fotógrafo de guerra André Liohn, um brasileiro que já cobriu os conflitos da Líbia, Somália, Síria e Haiti.
Vale a pena assistir!!

sábado, 21 de abril de 2012

O documentário Urbanidade Alheia surgiu a partir de um olhar crítico sobre a cidade e as possíveis maneiras de atuar e fazer-se presente no espaço urbano. À medida em que os lugares surgem, determinados acontecimentos organizados podem potencializar experiências inventivas da cidade e é neste sentido que a intervenção urbana estabelece marcas de corte, particulariza lugares e recria paisagens, resignificando os espaços públicos, estabelecendo a cidade como um espaço/mídia de criação e experimentação, revelando novos olhares sobre a cidade.

Direção: Malu Teodoro e Thiago Masci
Entrevistados: Bijari, Rodrigo Chã, Guto Lacaz, Shirley Paes Leme, VJ Spetto







Mais trabalhos: Malu Teodoro

domingo, 15 de abril de 2012


Salto no vazio, Yves Klein (1960)


sábado, 24 de março de 2012



É possível contar a história de um povo através da sua arquitetura? Dizem que o aspecto mais importante da aparência dos edifícios está no que vislumbramos a respeito das sociedades que os construíram. Seguindo este raciocínio, podemos afirmar que a arquitetura de Oscar Niemeyer e outros arquitetos da sua geração é, com certeza, o que de melhor o Brasil produziu. Uma arquitetura com alma própria, inspirada na geografia de nosso país, que acabaria por influenciar arquitetos no mundo inteiro.

Oscar Niemeyer – A vida é um sopro é um filme que, sem pretender ser inovador ou genial como o personagem que lhe serve de tema, procura se pautar na clareza de suas linhas e na poética de suas formas, para (re)construir a história do maior ícone da Arquitetura Moderna Brasileira. Uma história indissociavelmente ligada às transformações do país neste último século.

No documentário, de 90 minutos, o arquiteto conta de forma descontraída como concebeu seus principais projetos. Mostra como revolucionou a Arquitetura Moderna, com a introdução da linha curva e a exploração de novas possibilidades de utilização do concreto armado. Fala também sobre sua vida, seu ideal de uma sociedade mais justa e de questões metafísicas como a insignificância do Homem diante do Universo.

Produzido pela Santa Clara Comunicação e rodado em vídeo digital e 16mm no Brasil, na Argélia, França, Itália, Estados Unidos, Uruguai, Inglaterra e Portugal, A vida é um sopro é costurado por imagens de arquivo inéditas e raras, e por depoimentos de personalidades como os escritores José Saramago, Eduardo Galeano e Carlos Heitor Cony, o poeta Ferreira Gullar, o historiador Eric Hobsbawn, o cineasta Nelson Pereira dos Santos, o ex-presidente de Portugal Mário Soares e o compositor Chico Buarque.


sábado, 17 de março de 2012


Sujeito Indireto

Quem dera eu achasse um jeito
de fazer tudo perfeito,
feito a coisa fosse o projeto
e tudo já nascesse satisfeito.

Quem dera eu visse o outro lado,
o lado de lá, lado meio,
onde o triângulo é quadrado
e o torto parece direito.

Quem dera um ângulo reto.
Já começo a ficar cheio
de não saber quando eu falto,
de ser, mim, indireto sujeito.

Paulo Leminski

domingo, 11 de março de 2012

E volta ao ar a revista eletrônica Bicicletas Voadoras!





quinta-feira, 1 de março de 2012

Questionamentos.
O mundo e eu, eu no mundo!


quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012


Alfabetização Visual.
Imagem - relação de poder!



Vídeo encontrado no Dobras Visuais. Vale a pena ler o texto!

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012


A MORTE NOSSA DE CADA DIA.
AO RENASCIMENTO DE CADA DIA.

domingo, 5 de fevereiro de 2012

"Dia Voa" é um documentário dirigido por Bruno Natal , que acompanha Chico Buarque em seu novo CD: “Chico” .
A linguagem do P&B e os enquadramentos estão perfeitos!


quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012




A arte pode transformar a vida de uma pessoa?

O documentário "Arte & Transformação" foi produzido com o intuito de levantar a bandeira do debate artístico e cultural. Ou seja, questionar os conceitos de arte; levar as pessoas a refletirem sobre a importância das artes em nossa formação cultural e social; compartilhar as ideias dos entrevistados com o cidadão comum, com pessoas interessadas em artes, e com um público geral que não tem acesso a determinado tipo de informação; incentivar as pessoas a irem atrás das artes, mostrando o quão elas são importantes, e o papel fundamental como modificadora social; e também, divulgar o trabalho de artistas independentes, em suas áreas específicas.

domingo, 15 de janeiro de 2012

E eu digo: o caos e o foco, tudo em um só lugar.




© English Heritage/NMR. Bombardeio da Biblioteca da Holland House. Londres, 1940.

A Biblioteca da Holland House em Londres foi bombardeada em setembro de 1940. Essa célebre fotografia foi feita após um ataque aéreo alemão que devastou Londres, as paredes da biblioteca ficaram intactas, com suas estantes de livros ordenadamente dispostos. A imagem de autoria desconhecida mostra três homens de chapéu que aparecem calmamente folheando livros sob os escombros, alheios ao terror da noite anterior.


Fonte: página de Fernando Rabelo no Facebook

sábado, 14 de janeiro de 2012

Frame
Observar
Educar o olhar



quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

"A curiosidade como inquietação indagadora, como inclinação ao desvelamento de algo, como pergunta verbalizada ou não, como procura de esclarecimento, como sinal de atenção que sugere alerta, faz parte integrante do fenômeno vital. Não haveria criatividade sem a curiosidade que nos move e que nos põe pacientemente impacientes diante do mundo que não fizemos, acrescentando a ele algo que fazemos."


"O fato de me perceber no mundo, com o mundo e com os outros me põe numa posição em face do mundo que não é de quem nada tem a ver com ele. Afinal, minha presença no mundo não é a de quem a ele se adapta, mas a de quem nele se insere. É a posição de quem luta para não ser apenas objeto, mas também sujeito da história."


"Estar no mundo sem fazer história, sem por ela ser feito, sem fazer cultura, sem "tratar" sua própria presença no mundo, sem sonhar, sem cantar, sem musicar, sem pintar, sem cuidar da terra, das águas, sem usar as mãos,  sem esculpir, sem filosofar, sem pontos de vista sobre o mundo, sem fazer ciência, ou teologia, sem assombro em face do mistério, sem aprender, sem ensinar, sem ideias de formação, sem politizar não é possível."


Paulo Freire, Pedagogia da Autonomia