terça-feira, 26 de fevereiro de 2013
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domingo, 24 de fevereiro de 2013
terça-feira, 12 de fevereiro de 2013
sábado, 9 de fevereiro de 2013
“Desejava dirigir uma pergunta aos meus
leitores. Mas uma pergunta é uma coisa que não se pode fazer sem um ponto de
interrogação. Ora, eu tenho uma birra muito séria a essa figurinha de
ortografia, a esta espécie de corcundinha que parece estar sempre chasqueando e
zombando da gente.
Com efeito, o que
é um ponto de interrogação? (...) Não há coisa mais simples de definir do que
um ponto de interrogação; basta olhar-lhe para a cara. Vede: - ‘?’ É um pequeno
anzol. Ora, para que serve um anzol? Para pescar.
Portanto, bem
definido, o ponto de interrogação é uma parte da oração que serve para pescar.
(...) O ponto de interrogação é um anzol, e por conseguinte serve para pescar;
mas tudo depende da isca que se lhe deita (...) E o caniço do anzol é a língua,
e o fio ou cordel a palavra; fio elástico como não há
outro no mundo.”
José de Alencar
(Ao correr da
pena)
sábado, 19 de janeiro de 2013
A moça com brinco de pérola.
Trecho 1 (pena que está dublado):
Trecho 1 (pena que está dublado):
Trecho 2:
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domingo, 6 de janeiro de 2013
"- Estão aqui as fotografias que me emprestou. Onde as ponho?
Na semana anterior, Dona Munda mostrou-lhe o álbum de família. Espantoso como ela, na sua juventude, era parecida com a filha Deolinda. O médico não saberia distinguir entre uma e outra. Essa semelhança impressionou-o a ponto de o encorajar a abdicar do distanciado respeito que ele sempre preservou. E foi por isso que ele pediu as fotografias de empréstimo. Dona Munda reagiu com a mesma indolência com que agora sugere que o médico tome posse dessas lembranças.
- Leve-as, fique com elas meu caro Doutor. As fotos fazem dos parentes peças de mobiliário.
- Ora, Dona Munda...
- Além disso, essas fotos não me pertencem.
- Não entendi. Essas fotos não são suas?
- Eu é que já não sou dessas fotos. Tudo isso aí é de um tempo que já morreu, a gente fica menos vivo só de entrar nessas lembranças."
Mia Couto, Venenos de Deus, Remédios do Diabo, ed. Caminho, 2008
Um achado no blog Arte Photográfica
quinta-feira, 3 de janeiro de 2013
sábado, 29 de dezembro de 2012
Em "Assim falou Zaratustra" de Friedrich Nietzsche:
"E vós me dizeis, amigos, que gostos e sabores não se discute? Mas a vida é uma discussão sobre gostos e sabores!
O gosto: é, ao mesmo tempo, peso e balança e pesador; e ai de todo vivente que quisesse viver sem discutir de peso e balança e pesadores!"
Segunda Parte.
Dos seres sublimes, página 148.
segunda-feira, 24 de dezembro de 2012
sábado, 22 de dezembro de 2012
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