quarta-feira, 22 de outubro de 2008

segunda-feira, 20 de outubro de 2008




Duane Michals

domingo, 19 de outubro de 2008

Pousa um momento
Um só momento em mim,
Não só o olhar, também o pensamento.
Que a vida tenha fim
Nesse momento!

No olhar a alma também
Olhando-me, e eu a ver
Tudo quanto de ti teu olhar tem.
A ver até esquecer
Que tu és tu também.

Só tua alma sem tu
Só teu pensamento
E eu onde, alma sem eu. Tudo o que sou
Ficou com o momento
E o momento parou.

Fernando Pessoa

sábado, 18 de outubro de 2008

Infelizmente, ainda não se escreveu a história dos homens e das mulheres sem história.

(Miguel de Unamuno)

Em quadrados de imagens, uma proposta: a possibilidade de um olhar peculiar sobre os varais de roupas. Um exercício de reflexão a partir do lugar que se ocupa; e nos dias de hoje não há quem não tenha um varal para, aqui, se identificar.

O varal, por sua função, pressupõe o espaço ao ar livre. Roupas molhadas esperam vento, esperam sol. Homens e mulheres esperam roupas secas. Ciclo renovável de uso diário, de vida vivida, de pessoas vestidas

abrir animaçãoÉ certo, o óbvio: os varais têm, sim, um valor funcional - servem para secar roupa. Mas é no certo e no óbvio que cabe um olhar que indaga como as pessoas são a partir do que elas têm e mostram.

abrir animaçãoLençóis é um pedaço vivo de Brasil intenso. Um microcosmo brasileiro, onde o valor funcional se agrega ao valor cultural quando o espaço para a vivência humana esgota-se em possibilidades de ocupação. O varal é o primeiro a ultrapassar os limites espaciais da casa, ora indo para o meio da rua, para a calçada, ora ocupando o terreno baldio ao lado ou à frente e, em muitas vezes, apoderando-se das pedras à beira-rio. E assim, o privado se mescla ao público no momento em que a rua e o rio, juntamente com os carros e cidadãos, são espaços para o varal, para as roupas íntimas ou preferidas.

Em uma visão metafórica podemos dizer que o varal é a bandeira de cada família e a bandeira é, em si, um pedaço de pano, com uma ou mais cores, com legendas, que se hasteia e serve como distintivo de identidade.


Histórias ao vento

Ana Cândida Zanesco



Texto:
http://www.studium.iar.unicamp.br/11/1.html?studium=index.html#

domingo, 12 de outubro de 2008

Eu indico!

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Na Carreira

Composição: Chico Buarque e Edu Lobo

Pintar, vestir
Virar uma aguardente
Para a próxima função
Rezar, cuspir
Surgir repentinamente
Na frente do telão
Mais um dia, mais uma cidade
Pra se apaixonar
Querer casar
Pedir a mão

Saltar, sair
Partir pé ante pé
Antes do povo despertar
Pular, zunir
Como um furtivo amante
Antes do dia clarear
Apagar as pistas de que um dia
Ali já foi feliz
Criar raiz
E se arrancar

Hora de ir embora
Quando o corpo quer ficar
Toda alma de artista quer partir
Arte de deixar algum lugar
Quando não se tem pra onde ir

Chegar, sorrir
Mentir feito um mascate
Quando desce na estação
Parar, ouvir
Sentir que tatibitati
Que bate o coração
Mais um dia, mais uma cidade
Para enlouquecer
O bem-querer
O turbilhão

Bocas, quantas bocas
A cidade vai abrir
Pruma alma de artista se entregar
Palmas pro artista confundir
Pernas pro artista tropeçar

Voar, fugir
Como o rei dos ciganos
Quando junta os cobres seus
Chorar, ganir
Como o mais pobre dos pobres
Dos pobres dos plebeus
Ir deixando a pele em cada palco
E não olhar pra trás
E nem jamais
Jamais dizer
Adeus

sábado, 11 de outubro de 2008


"Fotografar é prender a respiração quando todas as nossas faculdades se conjugam diante da realidade fugidia; é neste momento que a captura da imagem é uma grande alegria física e intelectual. Fotografar é pôr na mesma linha de mira a cabeça, o olho e o coração."

© Henri Cartier-Bresson

(...) que idiota fui eu ao acreditar que seria tão fácil. Eu confundi as aparências de automóveis, árvores e pessoas com realidade e acreditei que uma fotografia dessas aparências seria necessariamente uma fotografia delas. É uma verdade melancólica o fato de que eu nunca serei capaz de fotografar as coisas da realidade e, portanto, só poderei falhar. Eu sou um reflexo fotografando outros reflexos com seus reflexos... Fotografar a realidade é fotografar o nada.
Duane Michals


"A submersão pode ser um ato solitário e contemplativo, como um mergulho em si mesmo. O tempo e o som modificam a maneira como sentimos o mundo."

Ensaio de Henry Macário.


EADWEARD MUYBRIDGE
1830-1904

Começou sua carreira de fotógrafo em 1860 na California e logo se tornou conhecido como um grande fotógrafo de paisagem.
Muybridge desenvolveu novas técnicas, equipamentos e químicas, conforme sua necessidade, como o zoopraxiscope que projetava em sucessão rápida, imagens simulando movimento. Esta invenção é considerada, para muitos estudiosos, como a Invenção do Cinema!
Além do estudo do movimento de animais, Muybridge nos deixou um enorme acervo de imagens de homens, mulheres e crianças em ação. O trabalho de movimento de Muybbridge serviu de matéria de pesquisa para atletas, artistas, cientistas, enfim todos aqueles que necessitavam conhecer a fundo o funcionamento dos músculos e o centro de gravidade dos corpos em movimento. O padrão utilizado como fundo tunha a função de auxiliar esses estudos.

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

domingo, 5 de outubro de 2008

Nine Polaroid Portraits of a Mirror. © William Anastasi

Encantada!




Fotos: Gaspar de Jesus.

sábado, 4 de outubro de 2008

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Foto: Gaspar de Jesus


"A fotografia consiste muitas vezes em saber olhar as coisas de forma apropriada…

Há quem defenda que com o Preto e Branco se pode exprimir mais directamente o que se vê.

No campo da fotografia artística o Preto e Branco terá sempre o seu lugar, da mesma forma que os desenhos a carvão não são inferiores às pinturas a óleo.

Mas para aproveitar ao máximo as suas qualidades há que aprender a Pensar em Preto e Branco.
"

In Guia Prático de Fotografia, SALVAT, Volume 10